Fotografias Esculturas em Pedra no Monolíto Aicha, 85 Fotos Escultura norte da Mauritânia Março 2009

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O meu amigo João que conhece muito bem o mundo passou pela Mauritânia e encontrou um sitio muito lindo, fotografou e pôs no seu magnifico web site: http://www.joaoleitao.com/viagens/

com dedicatória a mim e tudo!

Obrigada João por partilhares, assim sinto que também viajo!

aqui está:

«Este é um lugar fantástico perdido no meio do deserto. Quero dedicar esta página à minha querida amiga Inês Ferreira pois tenho a certeza que ela adoraria visitar este lugar.

Bem, Aicha é um monolíto a cerca de 8km de um outro chamado Ben Amera, o 2º maior monolíto do mundo. Um monolíto como o próprio nome indica, é, uma pedra. Só uma. Ou seja, estas grandes montanhas são formadas por gigantes pedras. Muito interessante.

Neste caso especial do monolíto de Aicha, há imensas esculturas feitas por escultores de muitos países do mundo que vêm aqui e marcam a sua arte em pedras que ficam perdidas no tempo, no espaço, no deserto. Há junto a estasesculturas, gravuras pré-históricas. É fantástica a junção da Natureza e do homem antigo vs o homem moderno. Este é um lugar a não faltar. Visitem. Aqui vão as fotos espero que gostem.»

João Leitão

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esta debaixo é a minha preferida :)

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a figura de cima até parece pequena, mas observem a foto debaixo e comparem a escultura à esquerda com o jipe à direita: eheehehe!

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para verem as 85 fotos e o artigo completo vão ao site do João em:

http://www.joaoleitao.com/viagens/2009/03/18/fotografias-esculturas-em-pedra-no-monolito-aicha-88-fotos-escultura-norte-da-mauritania/

e aviso-vos já que vão ficar viciados no site! e é um dos bons vicios a ter

Escultura em Cerâmica / Ceramic Sculpture

Heitor Figueiredo

Exposição: “Cacos Mágicos na Cabeça Gorda”

de – 5 a 21 Fevereiro 2009 – na Galeria Novo Século
Rua de O Século 23 A B
1200 433 LISBOA

De Terça a Sábado das 14 às 19 horas. Eléctrico: 28 / Metro: Baixa Chiado

Heitor Figueiredo

“Para os amantes da escultura, entre os quais me encontro, é um gozo esta exposição de cerâmica artística.”

Tomás Paredes

in El Punto de las Artes – 4 a 10 de Março de 2005

Tomás Paredes começa assim um artigo sobre uma exposição de cerâmica internacional, que tivemos na Galeria dos Escudeiros, da qual fazia parte Heitor Figueiredo.

É isso mesmo! Um gozo para os olhos, para os sentidos. Heitor Figueiredo transporta-nos para um mundo de fantasia. Viajar em comboios coloridos para cidades com edificios de forma e cores tão variadas que nos imaginamos dentro de um arco-íris, através do qual vemos tudo o que nos rodeia com olhos de menino pronto a entrar no jogo do “faz-de-conta”, onde um touro nos parece tao inofensivo que nos apetece trazê-lo pela mão para as nossas casas.

Noémia Cruz

Directora Artística do Museu Jorge Vieira

FOTOGRAFIAS DA INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE HEITOR FIGUEIREDO

Heitor Figueiredo

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Heitor Figueiredo

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clique sobre as fotografias abaixo para ampliar :

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Heitor Figueiredo

Não resisto a fazer um artigo sobre este artista americano.

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Em Nova York, o Poster Boy: “O Rapaz do Poster”, recorta os posters publicitários do metro e da rua e faz novas colagens e montagens. Normalmente têm sempre um objectivo crítico e político.

E o melhor mesmo é que as pessoas gostam da presença dele e acompanham os trabalhos que ele faz pela linha de metro que usam regularmente. A provar isso está a página dele do “Flickr”, galeria de fotografias online, com mensagens de pessoas a elogiá-lo. ex: “I’ve enjoyed your work on the F line for months. Thanks for it.”

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mais algumas fotografias, clique por cima delas para ampliar:

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-Um video dele que acho muito interessante, para apagar a publicidade de uma grande empresa mascarou-se de funcionário, e ali está ele, a “vandalizar” um anuncio em pleno dia e à vista de todos! resulta hem? boa ideia para fazer pela cidade de Lisboa…

este video fez parte de uma colaboração entre o “Poster Boy” e o “Public ad campaign” (outro artista/activista), que resolveram testar se era possível trabalhar em vandalismo em pleno dia: em 2 horas pintaram por cima de 6 murais de publicidade, e ainda deixaram mensagens.

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Se ficaram com curiosidade aqui têm o canal dele do Youtube: http://www.youtube.com/user/PosterboyNYC

e também a página de fotografias no Flickr: http://flickr.com/photos/26296445@N05/

PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS EM BELÉM, LISBOA

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O homem:

O Infante D.Henrique foi um dos filhos de D.João I e de D.Filipa de Lencastre, neta de Eduardo III de Inglaterra e senhora de invulgares preocupações culturais. Ela fez dos filhos, no dizer de Camões, a “ínclita geração”. D.Duarte, escritor e político; D.Pedro, de cujas viagens se formou lenda, compôs um tratado sobre moral “A virtuosa Benfeitoria”; D.Fernando que o cativeiro tornou mártir; D.Henrique, calado, tenaz, disciplinado e duro que foi o propulsor dos descobrimentos. Nasceu em 1394 e morreu em 1460, deixando ao partir um mundo mais vasto, diferente e aberto às mais estranhas influências. Ele vai “o Navegador”, caracterizar a sua época com a expansão ultramarina, a resolução do problema europeu do comércio do Oriente, a revolução da ciência de navegação e náutica. O Infante D.Henrique lançou Portugal para uma aventura única na História e marcou para sempre a cultura e a vocação além-fronteiras dos Portugueses.

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O Monumento:

Há na história dos descobrimentos marítimos uma magia tão especial que leva historiadores, escritores, poetas e gentes a nela se debruçarem, a quererem desvendar o rosto das estátuas, os símbolos inscritos nas pedras a buscarem a localização da vila do Infante, a viverem no eco da primeira bandeira, o primeiro padrão, o primeiro desembarque. Portugal abriu rotas, marcou o mar desconhecido com direcções e rumos, deu nome a terras, ilhas, cabos, ventos e tempestades. País de marinheiros e pescadores, aconchegado ao mar que lhe dava a aventura que a fronteira com a Espanha, obviamente lhe negava, Portugal só tinha e uma porta e uma saída, e ela desenhava-se numa maré que uma quilha rompia. É esta a mensagem que perpassa como um todo do belo Monumento aos Descobrimentos. Rostos virados à lonjura, nau erguida em desafio a toda a simbologia de marinheiros, cartógrafos, capitães e letrados, um povo inteiro entregue à voragem do desconhecido e ao alibi da expansão da Fé. Era um país pequeno que se multiplicava por terras muitas vezes maiores que o território de origem era um mercado de especiarias e ouro e sedas exóticas, era o Poder de um reino que, longe de mais para ser sonhado, assim era reconhecido. Foram várias as tentativas e “decisões” para a construção de um monumento ao Infante D.Henrique, que ao mesmo tempo louvasse o Homem e a epopeia marítima por ele iniciada. Dois primeiros concursos, em 1933-35 e 1936-38, foram cancelados, apesar de amplamente concorridos por autores de nome, nacionais e estrangeiros. Dezasseis anos mais tarde, em 1954 com um orçamento de 35 mil contos e um vasto júri, de novo se abre a quarenta e nove projectos o desafio desta homenagem. É então premiado o estudo de João Andresen com a escultura de Barata Feyo. Ainda desta vez, porém, faltou a decisão governamental, e só em 1958 veio a ser deliberado erguer em Belém, com um orçamento reduzido a metade o Padrão dos Descobrimentos de Cottinelli Telmo e Leopoldo de Almeida. Leopoldo de Almeida gravou na pedra trinta e dois reis, navegantes, frades, sábios e conquistadores, que em duas rampas confluentes avançam para o Infante, que se ergue em desafio à proa de uma caravela. Diogo Cão, Bartolomeu Dias, Corte-Real, Fernão de Magalhães, Álvares Cabral, Vasco da Gama, Zarco, Gil Eanes, Afonso de Albuquerque, Pedro Nunes, Camões, Nuno Gonçalves, os Infantes D.Pedro e D.Fernando, D.Afonso V e Dona Filipa de Lencastre, e outros vultos da época, repetem uma iconografia associada aos feitos que o centenário festejado comemorava e que ilustra os valores relembrados pelo Estado Novo. Inaugurado em 1960 para comemorar o V centenario da morte do Infante D.Henrique, a obra foi concedida pelo arquitecto Cottinelli Telmo, com estatuária de Leopoldo de Almeida. O escultor nasceu em Lisboa no ano de 1898 e cursou a Escola de Belas Artes, tendo completado estudos em França e Itália. A obra moderna, de estilo sóbrio e raro detalhe artístico é, com algumas outras assinadas pelo mestre, a marca de um estilo. São dele “O Fauno”, “O Vencido”, D.João I”. O escultor faleceu em Lisboa a 28 de Abril de 1975.

do livro: Lisboa de Pedra e Bronze- A estatuária no caminho da cidade; Luis Leiria de Lima e Isabel Salema; DIFEL editora

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The monument:

There is such a special magic about the history of maritime discoveries that it makes historians, writers, poets and others want to become involved in them, to unmask the faces of the statues, te symbols engraved on stone, to search for the place where the Infant lived, to share in the glory of the first flag, the first stone monument, the first disembarkation. Portugal opened up sea routes she marked he unknown seas with directions and courses, gave names to lands, islands, capes, winds and storms. A nation of sailors and fishermen, living close by the sea that supplied the adventure her frontier with Spain obviously denied her, Portugal had only the one outlet, one route to follow and the way was drawn on the sea by the keel of a ship. This is the message symbolised in the splendid monument to the Discoveries. Faces turned towards the distance, a ship lifting to the challenge and all the symbolism of sailors, cartographers, captains and learned men, a whle nation rendered to the unknown and to spreading of the Faith. She was a small country that multiplied herself over lands many times larger, a marketplace fo spices and gold, and exotic silks, kingdom whose power, out of dreaming, was recognised everywhere. Many where the attempts made and decisions taken for the construction of te monument to Prince Henry which would, at the same time, praise the man and the maritime epic initiated by him. The two first bids for tenders for the design, in 1933-35 and 1936-38 came to nothing in spite of being extensively competed for by well-known designers, both national and foreign. Sixteen years later, in 1954, with a budget of thirty-five millions portuguese money (about 175.000euro) and a large jury, forty-nine further designs for this great tribute were submitted. At last, the design chosen was won by João Andresen with Barata Feyo as sculptor. However, even on this occasion the final governmental apprval was missing and it was only in 1958 that it was decided to erect in Belém, with a budget reduced by half, the stone monument to the Discoveries by Cottinelli Telmo and Leopoldo de Almeida. Leopoldo de Almeida carved out of the stone the figures of 32 kings, navigators, monks, learned men and conquerors which, on two confluent ramps ascend towards the Prince, who stands challengingly on the prown of a caravel. Diogo Cão, Bartolomeu Dias, Corte-Real, Fernão de Magalhães, Álvares Cabral, Vasco da Gama, Zarco, Gil Eanes, Afonso de Albuquerque, Pedro Nunes, Camões, Nuno Gonçalves, the Princes D.Pedro and D.Fernando, D.Afonso V and Queen Phillippa of Lancaster and other figures of the period represent an image associated with the feats which the centenary commemorated and illustrates the remembered glory of that period. Inaugurated in 1960 to commemorate the fifth centenary of the death of Infante D.Henrique, the monument was design by Cottinelli Telmo, the sculptor being Leopoldo de Almeida. The sculptor was born in Lisbon in 1898 and attended the School of ine Arts, completing his studies in France and Italy. This modern work, sober in style and of rare artistic detail is, like some of the master’s other works, the hallmark of a style. Other works by the same artist are “The Fawn”, “The Vanquished”, “D.João I”. The sculptor died in Lisbon on 28 April 1975.

from the book: Lisboa de Pedra e Bronze- A estatuária no caminho da cidade; Luis Leiria de Lima e Isabel Salema; DIFEL editora

16 Janeiro 2009

Encontros da Escrita do Sudoeste

Museu da Escrita do Sudoeste Almodôvar

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“No próximo dia 16 de Janeiro a mais antiga escrita peninsular,
ainda hoje indecifrável, estará uma vez mais em destaque na vila de Almodôvar.

O Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar (MESA) criado em 2007 em torno de um dos maiores ícones da Idade do Ferro do Sul de Portugal (Baixo Alentejo/Algarve) – as estelas com Escrita do Sudoeste –, tem desencadeado um crescente interesse e investimento na investigação e divulgação deste património arqueológico que tem o seu epicentro nos Concelhos de Almodôvar e Loulé.

Nesse sentido, no dia 16 de Janeiro de 2009, são promovidos os “I Encontros da Escrita do Sudoeste”, numa parceria entre as Autarquias de Almodôvar e Loulé. Estes Encontros terão lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Almodôvar a partir das 14h , e contarão com a intervenção do Prof. Doutor Amílcar Guerra (Faculdade de Letras e Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa) sobre “Os mais recentes achados e o futuro da investigação sobre a Escrita do Sudoeste”. Recorde-se que há 20 anos que este arqueólogo, conjuntamente com o Prof. Doutor Carlos Fabião, levam a cabo o projecto de escavação e investigação do sítio arqueológico das Mesas do Castelinho (Almodôvar), onde em Agosto passado foi descoberta uma das mais importantes estelas com Escrita do Sudoeste (Estela Mesas do Castelinho).

A esta intervenção, seguir-se-á a apresentação do “Projecto ESTELA” que, numa primeira etapa, procura sistematizar a informação sobre a Escrita do Sudoeste. É um Projecto promovido pela Autarquia de Almodôvar, da responsabilidade dos arqueólogos Samuel Melro e Pedro Barros.

Foi este projecto que levou recentemente à descoberta de um novo monumento – a Estela de Corte Pinheiro (Loulé) –, que às 16h será apresentado publicamente no MESA, por iniciativa conjunta do Presidente da Câmara Municipal de Almodôvar António José Messias do Rosário Sebastião, e do Presidente da Câmara Municipal de Loulé – Sebastião Francisco Seruca Emídio.”

Publicado em 09-01-2009 http://www.cm-almodovar.pt/info/imprensa_mostra_total.php?pagina=1

Programa

14h – Recepção dos participantes na Câmara Municipal de Almodôvar

14h30 – Intervenções (Salão Nobre da CM Almodôvar)

  • Os mais recenters achados e o futuro da investigação sobre a Escrita do Sudoeste Professor Amílcar Guerra
  • Projecto Estela Dr. Samuel Melro e Dr.Pedro Barros

15h30 – Debate

16h – Apresentação pública do recente achado arqueológico, a Estela de Corte Pinheiro Dr. Samuel Melo e Dr. Pedro Barros (MESA- Museu da Escrita do Sudoeste)

fotografia em baixo: ESTELA DE CORTE PINHEIRO

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Conferência

FOTOGRAFIAS de Ines e Julianne:

(clique sobre as imagens para aumentar )

O grupo de trabalho “cerâmica sobre a Escrita do Sudoeste” do Curso pós- Laboral de Cerâmica da António Arroio foi à Conferência no auditório da Câmara Municipal e estavam 100 pessoas a assistir:

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O Museu

O grupo de trabalho “cerâmica sobre a Escrita do Sudoeste” do Curso pós- Laboral de Cerâmica da António Arroio foi ao Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar (MESA):

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(fotografias acima) Estela de Bensafrim / Proveniência: Bensafrim (Lagos) / Localização: Museu Dr.Santos Rocha (Figueira da Foz) / Medidas: 135×75x14,5

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(fotografias acima) Estela de Abóboda I (réplica)/ Proveniência: Almodôvar / Localização (do original): Museu Regional Beja / Medidas: 83×51x11

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(fotografia acima) Proveniência: Arzil (Ourique) / Localização: Museu Regional Beja / Medidas: 109×46x11

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(fotografias acima) vistas gerais do Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar

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(fotografias acima) vistas do terraço do Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar



Dorita de Castel’Branco

Tão frágil a moça Dorita – disse alguém ao vê-la, durante a Semana da Bahia, nos salões do Casino Estoril, tomando contacto com a arte que se faz do outro lado do Atlântico, fazendo-se amiga dos colegas brasileiros – como poderá enfrentar os materiais da escultura, talhar a madeira, a pedra, o ferro, fazendo a vida brotar da ponta aguda do cinzel?

Mário Cravo, mestre escultor ele próprio habituado às criações monumentais, olhou para Dorita que dançava esvoaçante e discirdou numa afirmação de conhecedor: “A força do escultor- afrimou Mário- não está no braço do indivíduo nem na sua ginástica, em seus músculos, num fisico de gigante; a força do escultor está na medida do seu talento, no fundo dos olhos capazes de ver o conjunto e os detalhes, está na própria grandeza do artista”.

Razão demais tinha Mário Cravo ao completar: “Engana-se quem pensar que se trata de uma frágil menina; trata-se, isso sim, de uma artista maior, um escultor de linhagem e presença indiscutíveis”.

Compreendi a verdade da afirmação do mestre baiano, tive a medida exacta da força de criação de Dorita de Castel’ Branco quando me foi concedido o previlégio de visitar o atelier, onde a escultora trabalhava num conjunto escultórico para o Palácio da Justiça de Benavente, se não me engano. De Dorita eu vira e admirara trabalhos menores, de sedutora beleza, algumas medalhas de alta qualidade, mas ainda não tivera oportunidade de uma visão de conjunto de sua obra, tão pouco a ideia precisa da violência, da paixão e do volume de sua criação artística. A moça sensível, capaz da medalha precisa, da pequena peça burilada, apareceu-me então na medida exacta e grandiosa. Que força a dessa escultora, revelada nos monumentos! Artista para a praça pública, para a admiração e o amor do povo- mais além da estima e do louvor elitistas reservados para a invenção dos trabalhos de pequeno porte e grande sensibilidade. As duas Doritas não se opõem: ao contrário, se completam, são uma única e grande artista.

Gostei de tudo quanto vi, de todas as peças nascidas de suas mãos, com certas criações me emocionei. Mas, de tudo quanto me foi dado ver antes, durante e depois da visita ao atelier de Dorita, em companhia e Zélia e do amigo Nuno Lima de Carvalho, amei sobretudo um Santo António gordo e bonachão, um santo bem português e humano, um santo feito para a reza. Desde então penso em Dorita de Castel’ Branco como alguém que tem raízes na terra sofrida, sabe da arte e da experimentação necessária para criá-la, mas que é também íntima dos santos, Dorita do rabicundo Santo António, moça frágil, desmedido escultor.

Jorge Amado

1982

Torso, Bronze 23×11x7cm


Agarrando o pé, Bronze 22×19x9cm Em arco, Bronze 18×16x7cm

Flexão, Bronze 15×18x9cm Bailarina, Bronze 20×20x13cm

Familia, Bronze 38×22x13cm Justiça, Bronze 42×18x11cm

“Dorita vive em escultura como outros vivem em religião: num acto de entrega absoluta em si mesma.” David Mourão Ferreira, 1987

“A Dorita é uma verdadeira escultora. Perante a adversidade conservou a sua alegria de viver. Foi essa alegria que lhe deu forças para realizar uma obra vasta, com uma indiscutível capacidade emotiva. O futuro vai compreendê-la melhor.” Francisco Sousa Neves, 1995

“Corajosa e independete. A qualidade das suas eculturas tem-se manifestado através da sua actividade artística. A Dorita é uma escultora versátil, sem procurar a facilidade. Em muitas das suas obras encontram-se condições de durabilidade para além do “moderno” de qualquer época, notoriamente a nossa.” Professor/Escultor António Duarte, 1996

“A escultura de Dorita rejeita todos os elementos vinculados à escultura tradicional. Num trajecto que parte da figuração para a essencialidade da forma, o seu projecto artístico baseia-se num processo de simplificação gradual da figura, esquematizada e descaracterizada, até atingir uma síntese plástica não figurativa, inserindo-se numa tendência cada vez mais forte para a forma pura, perceptível e abstracta.” Prof.José Fernandes Pereira, in Dicionário de Escultura Portuguesa ,2005

“Julgo difícil apresentar por palavras a obra da escultora e amiga Dorita. As palavras estão fora do alcance e da extensão dos dados específicos da linguagem escultórica, pensada com os olhos e assumida com as mãos. Importa salientar e sublinhar, hoje, no conjunto da obra de Dorita, uma precisa exigência plástica em termos de modernidade, de originalidade, mas sobretudo pelo que implica de profundo saber oficinal e justa articulação das suas particulares vitórias técnicas. Mulher possessiva, intuitiva e apaixonada, toda a sua obra reconduz-nos ao ritual da criação e ao gesto no mais límpido exercício da comunicação humana. Amiga, vais dar-me “bons dias” nesta terra e nesta data e eu irei responder-te.” Professor/Escultor João Duarte, Fevereiro 2007

“Dorita viveu apaixonadamente o acto criativo da vida.” Charters de Almeida, Fevereiro 2007

“Dorita: como mulher, é uma força da natureza; como escultora, uma grane Artista. E, também, uma grande Amiga.” Manuel Cargaleiro, Fevereiro 2007

Sem Título, 1972, acrílico s/platex 70×102cm

Desenho nº1,1996, Aguarela s/papel33×24cm Desenho nº2,1996, Aguarela s/papel33×24cm

Desenho nº3,1996,Aguarela s/papel46×27cm Desenho nº4,1996,Aguarela s/papel49×30cm

Desenho nº5,1996,Acrílico s/cartão20×8cm Desenho nº6,1996,Acrílico s/cartão20×8cm

Gato I,1996,Tinta da China S/papel33×24cm Gato II,1996,Tinta da China S/papel33×24cm

Podemos dizer que Dorita de Castel’Branco era uma artista também da Galeria de Arte do Casino Estoril. Realizou aqui duas das suas exposiç~es individuais. Participou em cerca de duas dezenas de colectivas e conquistou o seu mais valioso prémio – o 1º prémio das quatro edições do Prémio Edinfor de Escultura. Editou para o Casino Estoril medalhas sobre Jorge Amado e o Padre António Vieira, respectivamente para a semana da Bahia e a medalha de Fernando Namora para a exposição comemorativa do cinquentenário da actividade literária deste escritor; a medalha do II Slão Internacional de Arte Infantil, inaugurado por Grace de Mónaco e a cujo júri presidiu e a medalha da Semana de Macau no Estoril .

Falecida há dez anos, esta exposição tem por objectivo principal homenagear Dorita de Castel’Branco e a sua obra, que estatísticamente se traduz em 24 exposições individuais e mais de uma centena de colectivas; 34 esculturas ou conjuntos escultóricos implantados em jardins e praças ou edíficios públicos, no país e no estrangeiro, tendo sido distinguida com uma dezena de prémios.

Além do seu trabalho artístico, Dorita de Castel’Branco foi durante 34 anos professora nos liceus D.Leonor, D.João de Castro e Maria Amália Vaz de Carvalho e nas escolas secundárias Patrício Prazeres e António Arroio, justificando-se que esta exposição seja dedicada aos seus antigos alunos e, também, aos seus muitos amigos.

Fevereiro 2007


Dorita de Castel’Branco: Nasceu em Lisboa a 13 de Setembro de 1936. Concluiu em 1962 o curso superior de escultura na escola superior de Belas Artes de Lisboa. Bolseira da Gulbenkian de 1963 e 1964 em Paris, onde frequentou a “École Supérieure de Beaux Arts” e a “Académie de Feu de Paris”. É contratada professora do ensino liceal a partir de 1962, inicialmente nos liceus D.Leonor (77/79 e 85/86) e na escola António Arroio (66/67, 76/77 e 86/92), exercendo, assim, a docência em simultâneo com uma permanente e profícua actividade artística.

Realizou 25 exposições individuais de 1965 a 1996, ano da sua morte, nos seguintes espaços e galerias: Casa da Imprensa, Palácio Foz, Parque Eduardo VII, Galeria de Arte do CAsino Estoril, Comissão Regional de Turismo de Leiria, Hotel Elcelsior de Macau, Galeia São Mamede, Fórum Picoas, Galeria de Fitares e, ainda, na Sociedade de Estudos de Lourenço Marques e Beira (Moçambique), consulado de Portugal no Rio de Janeiro e Museu Assis Chateaubriand de S.Paulo (Brasil). Participou em cerca de uma centena de mostras colectivas, algumas das quais no estrangeiro – Madrid, Barcelona, Budapeste, Florença, Estocolmo, Estados Unidos, Finlândia e Bélgica, durante a Eupália.

A sua obra pública está espalhada por todo o país em edifícios, jardins e praças públicas, palácios de Justiça e também no estrangeiro – nas embaixadas de Portugal em Brasília e Caracas. Construiu em Macau um grande monumento à entrada da ilha de Taipa.

Executou mais de quatro dezenas de bustos e retratos de amigos e personalidades públicas.

Foi titular de numerosos prémios, de entre os quais se realças o 1º prémio da II Bienal Internacional del Deport, em Barcelona (1969) e também o 1º Prémio Edinfor de Escultura, na Galeria do Casino Estoril, em 1993. Executou bustos e retratos de mais de qutro dezenas de figuras públicas e foi autora de cerca de uma centena de medalhas e troféus.

Está representada nos museus Nacional de Arte Moderna e Antoniano de Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian de Lisboa e Paris, Biblioteca Nacional de Lisboa e Museu Regional de Aveiro.

Morreu em Lisboa em 23 de Setembro de 1996.

Nota de Inês e a escultura: as fotografias e os textos apresentados acima foram tirados do catálogo da Exposição da Galeria de Arte do Casino Estoril 2007

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Graças ao produtivo e simpático comentário de Manuel Sá-Marques, é possível acrescentar mais uma peça de arte a este artigo, aqui está:

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Busto de Bernardino Machado da autoria de Dorita Castel-Branco, doado ao Museu Bernardino Machado de Famalicão pela Família Sá-Marques

fotografia: Manuel Sá Marques

http://manuel-bernardinomachado.blogspot.com/2009/03/busto-de-bernardino-machado-da-autoria.html

Mós montadas, Pontas montadas ou Rebolos de Esmeril para pedra,

peças para aplicar na rectificadora e desbastar pedra.

Estas peças de diferentes tamanhos e formatos aplicam-se na rectificadora e servem para desbastar pequenos pedaços em entalhes de difícil acesso e fazer pormenores e , de acordo com o grão, grão mais grosso maior desbaste: deixa uma textura mais irregular; grão mais fino menor desbaste e acabamento mais liso: para acertar antes de passar a lixa (a quarta peça a contar da esquerda tem o grão mais fino, apresenta uma cor mais clara).

8 Rebolos de Esmeril de diferentes tamanhos e formas, em baixo, clique para ampliar as imagens do pormenor, os rebolos vistos de lado:

Comprei estas peças ontem na loja da Drago Bell, em Pêro Pinheiro-Sintra.

(para ler mais clique no link em baixo)

(to read more click in the link below – (mais))

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clique para aumentar:

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Deus fez a pedra Rude

Deus fez a pedra rude, a pedra forte,
e depois destinou: -Serás eterna.
Mostrarás a altivez de quem governa,
não ousará tocar-te a própria morte.

E a pedra julgou linda a sua sorte.
Foi palácio, foi templo, foi caverna,
foi estátua, foi muralha, foi cisterna,
viveu sem coração, sem fé, sem norte.

Mas viu morrer o infante, o monge, a fera,
o herói, o artista, a flor, a fonte, a hera,
e humildemente quis também morrer.

Não grita, não se queixa, não murmura,
guarda a mesma aparência hostil e dura
mas sofre o mal de não poder sofrer.

Fernanda de Castro

Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros Ferro (Lisboa, 8 de Dezembro de 1900 – 19 de Dezembro de 1994), foi uma escritora portuguesa.

“Ela foi a primeira, neste país de musas sorumbáticas e de poetas tristes, a demonstrar que o riso e a alegria também são formas de inspiração, que uma gargalhada pode estalar no tecido de um poema, que o Sol ao meio-dia, olhado de frente, não é um motivo menos nobre do que a Lua à meia-noite” David Mourão Ferreira

God made the stone rough

God made the stone rough, he made it strong,
and then determined: -You will be eternal.
Yours will be the bearing of ones who rules,
Not even death will dare to touch you.

And the stone was happy with its destiny.
It was palace, it was temple, it was cavern,
it was statue, it was wall, it was cistern,
It lived without heart, without faith, without purpose.

But it witnessed the death of the prince, the monk, the beast,
The hero, the artist, the flower, the fountain, the ivy,
And with humildity wished also o die.

Does not cry out, does not complain, does not censure,
It preserves its hostile and harsh demeanour
But endures the pain of one who cannot suffer.

Fernanda de Castro

Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros Ferro (Lisbon, 8th of Decembre,1900 – 19h of December, 1994), was a portuguese writer.

“She was the first, in this country of sad inspirations and sorry poets, to show that laugh and joy are also ways of inspiration, that a laughter can break through inside a poem, and looking at the sun at midday can be as beautiful as the moon at midnight.” David Mourão Ferreira

Embora o engenho humano possa produzir vários inventos nunca poderá conceber invenções mais belas, nem mais simples, nem mais apropriadas do que a Natureza faz; porque nas invenções da Natureza não falta nada, e nada é supérfluo, e não precisa de contrapesos quando faz membros adequados à movimentação dos corpos dos animais.

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